Justiça

GNR condenado a multa de 1620 euros por matar jovem em perseguição

GNR condenado a multa de 1620 euros por matar jovem em perseguição

O militar da GNR do posto de Fânzeres, em Gondomar, acusado de homicídio negligente por ter morto um dos três ocupantes de uma viatura em fuga, em julho de 2012, foi condenado, esta sexta-feira, a uma pena de multa de 1620 euros pelo crime.

A juíza do tribunal de Gondomar considerou que o guarda sempre teve a intenção de atingir apenas o pneu do veículo em fuga, durante uma perseguição de sete quilómetros, em que o carro estava a pôr em perigo a vida de pessoas, na rua.

O condutor do automóvel, que conduzia sem carta, foi condenado por condução ilegal e perigosa a 15 meses de cadeia com pena suspensa.

O tribunal determinou ainda que o Estado Português deveria pagar aos pais da vítima, um jovem, então com 20 anos, natural de Rebordosa, em Paredes, uma indemnização de 110 mil euros.

A vítima foi atingida após quatro disparos, dois para o ar e os outros dois para o pneu do Renault Mégane em que seguiam.

Foi dado como provado que, na manhã de 9 de julho de 2012, o guarda Pinto, de 37 anos, e dois outros colegas do posto de Fânzeres, um deles estagiário, estavam de patrulha quando passaram pela rua dos Malmequeres, em S. Pedro da Cova, onde viram estacionado um Renault Mégane, com três indivíduos, considerados suspeitos por estarem a consumir haxixe, que decidiram controlar.

Ao volante do veículo, estavam Pedro Rodrigues "Pélé", 26 anos. Acompanhado de Hugo Magalhães "Teco", de 20, e ainda José Ferreira "Crespo", de 21, que estava no banco traseiro e acabaria por falecer, na sequência da perseguição policial. O jovem tinha saído na cadeia havia apenas uma semana, onde tinha cumprido pena por furtos.

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O condutor decidiu fugir, por não ter carta de condução e ter sido apanhado dias antes pela GNR. Só parou quando José Ferreira foi atingido, já em Fânzeres.

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