Covid-19

GNR de Setúbal põe fim a festa com 300 pessoas numa moradia

GNR de Setúbal põe fim a festa com 300 pessoas numa moradia

A GNR de Setúbal pôs fim a uma festa com cerca de 300 pessoas, no passado sábado, na localidade da Quinta da Lobateira, em Fernão Ferro.

Após a denúncia de que "estaria a decorrer uma festa privada numa moradia vedada, com bastante ruído e com a presença de algumas centenas de pessoas," militares do Posto Territorial de Fernão Ferro deslocaram-se ao local, na madrugada de 4 de julho, informa o Comando Territorial de Setúbal, esta segunda-feira em comunicado.

"Houve uma primeira intervenção da GNR de Fernão Ferro e de Paio Pires, mas, ao verificarmos que se tratava de uma festa com cerca de 300 pessoas, mobilizámos também o Destacamento de Intervenção e a Unidade de Intervenção de Almada, para uma presença mais musculada", disse à Lusa o capitão Luís Maciel, comandante do Destacamento Territorial de Almada.

"Foi possível constatar a presença de cerca de 300 pessoas, tendo-se procedido à identificação do responsável pelo evento, que foi informado da proibição dos ajuntamentos superiores a dez pessoas", de acordo com as normas em vigor no âmbito da pandemia de covid-19.

A GNR acrescenta que a festa foi "promovida nas redes sociais" e "os participantes envergavam uma pulseira alusiva à mesma".

Após a abordagem dos militares, "as pessoas presentes no evento acataram as indicações e terminaram a festa, ausentando-se do local".

Foi "elaborado um auto de contraordenação em infração às regras definidas pela DGS para o combate à pandemia covid-19", acrescenta a nota da GNR.

Moradia alugada a um francês que a subalugou a um português

"Identificámos o proprietário do imóvel, bem como um cidadão francês, que terá alugado a moradia e que depois a subalugou a um outro indivíduo português, que terá sido o promotor do evento", disse o comandante do Destacamento Territorial de Almada.

"O proprietário do imóvel informou-nos que o contrato de aluguer era para uma festa com o número máximo de dez pessoas, adiantando que iria apresentar uma queixa-crime por abuso de confiança e pelos danos causados [na moradia]", acrescentou.

Questionado pela agência Lusa, Luís Maciel afirmou que "era impossível identificar todos os participantes na festa", mas admitiu que "alguns deles podem vir a ser identificados através das matrículas das viaturas que se encontravam estacionadas no local".

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