Moura

GNR reformado preso por tentar matar o filho de ex-namorada

GNR reformado preso por tentar matar o filho de ex-namorada

Um ex-militar da GNR, residente em Moura, foi esta segunda-feira condenado no Tribunal Beja a seis anos de prisão, em cúmulo jurídico, pelos crimes de homicídio simples na forma tentada e de ameaça agravada. Francisco Rosa, de 61 anos, não aceitou que a mulher com quem mantinha um relacionamento quisesse terminá-lo e tentou matar o filho dela.

O arguido, que chegou a tribunal acusado de homicídio qualificado na forma tentada, viu o coletivo de juízes, presidido por Vítor Maneta, alterar para homicídio simples na forma tentada, crime pelo qual foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão. Pelo crime de ameaça agravada, foi condenado a 1 ano de prisão. E terá ainda de indemnizar a vítima, Vicente, filho da ex-companheira, em 10 mil euros a título de danos não patrimoniais e 50 euros por danos patrimoniais. Fica a aguardar em liberdade o trânsito em julgado da decisão.

O caso aconteceu no dia 19 de dezembro de 2018. Depois de ter ingerido bebidas alcoólicas, o militar da GNR aposentado deslocou-se a casa da mulher, em Serpa, para falarem, o que não aconteceu devido à interferência de um dos filhos, Vicente. Não agradado pelo facto de ter sido escorraçado, Francisco sacou de uma faca que trazia no bolso e desferiu uma facada na vítima, atingindo-o no tórax e provocando-lhe uma perfuração no pulmão esquerdo. A vítima ainda agarrou numa pedra e atirou-a contra o agressor, atingindo-o na nuca e deixando-o prostrado no chão.

Antes da agressão, o arguido tinha ameaçado o pai de Vicente, que há mais de um ano não vivia maritalmente com a mulher, mas que chegou entretanto ao local. "Escusas de estar a olhar para mim que eu mato-te a ti, mato os teus filhos e mato a tua mulher. Vou para a cadeia mas mato-vos a todos", disse-lhe.

Após a leitura do acórdão, o juiz Vítor Maneta considerou que, durante o julgamento, o arguido "teve todas as oportunidades para assumir os seus erros e responsabilidades" e que optou por ter "um depoimento erróneo e com muitas mentiras". "Isso faz a diferença entre a liberdade e a prisão", concluiu.

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