Justiça

GNR suspeitos de corrupção proibidos de exercer

GNR suspeitos de corrupção proibidos de exercer

Os dois militares da GNR detidos esta manhã por suspeitas de corrupção para beneficiar empresários do setor das pescas foram proibidos, por um juiz de instrução, de exercer funções. Os restantes arguidos também foram libertados e todos ficaram proibidos de se contactarem.

A operação batizada "MERLUCCIOS" conduziu à detenção de cinco pessoas, são três empresários e dois militares da GNR com idades entre os 46 e os 53 anos. Os inspetores da Unidade Nacional de Combate à Corrupção realizaram onze buscas, sendo oito em domicílios, duas em sedes de empresas e uma ao Subdestacamento de Controlo Costeiro de Peniche da GNR.

"A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, no âmbito de um inquérito que corre termos no DIAP de Leiria, investiga, além de outros, factos suscetíveis de enquadrar a prática de atos que consubstanciam os crimes de corrupção passiva e corrupção ativa e de tráfico de estupefacientes, por elementos da GNR, relacionados com o recebimento de contrapartidas, com a finalidade de evitar as fiscalizações a empresários", explicou a PJ em comunicado.

Fonte oficial da GNR disse ainda que "a Guarda prestou toda a colaboração durante as diligências processuais levadas a cabo pela PJ" e precisou ainda que "internamente, a Guarda irá proceder ao levantamento do respetivo procedimento disciplinar inerente a este tipo de situações".

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