Violência

Governo ordena inquérito à atuação da PSP na detenção de mulher na Amadora

Governo ordena inquérito à atuação da PSP na detenção de mulher na Amadora

O ministro da Administração Interna ordenou a abertura de um inquérito sobre a atuação policial no caso da detenção de uma mulher, no domingo, na Amadora, que envolveu "agressões" e resultou numa denúncia contra o polícia de serviço.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna (MAI) refere que o ministro Eduardo Cabrita "determinou à Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) a abertura de um inquérito para apuramento dos factos relacionados com a atuação policial ocorrida domingo, na Amadora, após o pedido de intervenção do motorista de um autocarro de passageiros".

O MAI adianta que a PSP "transmitirá à IGAI todos os elementos da averiguação interna que tem estado a realizar".

A PSP anunciou, terça-feira, a abertura de um processo de averiguações sobre a atuação policial contra uma mulher e da qual resultou numa denúncia contra o polícia de serviço.

Cláudia Simões, cidadã angolana de 42 anos, afirma ter sido detida e agredida por um agente da PSP na paragem de autocarros no Bairro do Bosque, concelho da Amadora, por não ter pago um bilhete de autocarro relativo ao transporte da sua filha de oito anos.

A mulher afirma ter sido violentamente agredida pelo agente, tendo sido divulgadas imagens nas quais se podem ver marcas no rosto.

No âmbito desta ocorrência, a organização SOS Racismo recebeu "uma denúncia de violência policial contra a cidadã portuguesa negra", indicando que a mulher ficou "em estado grave" em resultado das agressões que sofreu na paragem de autocarro e dentro da viatura da PSP em direção à esquadra de Casal de São Brás, na Amadora, no distrito de Lisboa.

Sobre as circunstâncias da ocorrência, a Direção Nacional da PSP informou que o polícia acusado de agredir a mulher detida "foi abordado pelo motorista de autocarro de transporte público que solicitou auxílio em face da recusa de uma cidadã em proceder ao pagamento da utilização do transporte da sua filha, e também pelo facto de o ter ameaçado e injuriado".

Ao contrário da denúncia contra o polícia, a PSP afirmou que a mulher reagiu de forma "agressiva" perante a iniciativa do polícia em tentar dialogar, "tendo por diversas vezes empurrado o polícia com violência, motivo pelo qual lhe foi dada voz de detenção".

A partir do momento da detenção da mulher, alguns outros cidadãos que se encontravam no interior do transporte público tentaram impedir a ação policial, nomeadamente "pontapeando e empurrando o polícia", disse a Direção Nacional da PSP, em comunicado, acrescentando que o polícia se encontrava sozinho.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG