Ihor Homeniuk

Governo disponível para ajudar família de ucraniano morto pelo SEF

Governo disponível para ajudar família de ucraniano morto pelo SEF

O Ministério da Administração Interna garantiu "todo o apoio possível" à mulher e aos dois filhos menores de Ihor Homeniuk, o cidadão ucraniano morto por três inspetores do SEF no Aeroporto de Lisboa, em março de 2020. A garantia foi dada pelo gabinete da ministra Francisca Van Dunem, na quinta-feira, ao advogado que representa a família.

Depois do apelo da Amnistia Internacional Portugal para ajudar a família de Ihor Homeniuk a sair da Ucrânia, noticiado pelo JN na quarta-feira, o Governo português deu garantia ao advogado José Gaspar Schwalbach, que seriam "disponibilizados todos os meios" para que Oksana e os dois filhos, de 15 e dez anos, pudessem vir para Portugal.

"Uma vez que o menino não tem passaporte, colocou-se a hipótese de se deslocar a um consulado português na Polónia, onde seria emitido um salvo-conduto para ele, especificamente por ser menor e não ter documento de identificação, uma vez que a irmã e a mãe têm", confirmou ao JN José Gaspar Schwalbach.

A viúva de Ihor Homeniuk e os dois filhos continuam "seguros" na aldeia onde residem, perto de Lviv, mas Oksana já pediu ao advogado para avançar com o pedido de autorização de residência temporária.

Contactado pelo JN, o Ministério da Administração Interna (MAI) confirmou a receção do pedido de ajuda, que chegou na quarta-feira através de uma carta da Amnistia Internacional Portugal, e a abertura em ajudar a família de Ihor Homeniuk, caso seja essa a sua vontade.

"No conhecimento de que não seria, ainda, intenção da família abandonar a Ucrânia, o MAI transmitiu toda a disponibilidade em apoiar a vinda da viúva e dos dois filhos menores para Portugal, a partir de qualquer dos países limítrofes da Ucrânia, quando e se a família tomar essa decisão, nomeadamente atribuindo salvo-condutos humanitários a quem não tiver documentos", assegurou o ministério, numa resposta escrita ao JN.

Na quinta-feira, os países da União Europeia (UE) ativaram, pela primeira vez, a diretiva que dá proteção temporária a refugiados. Portugal já recebeu 672 pedidos.

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