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Grupo familiar assaltou cem armazéns de eletrodomésticos, roupa e comida

Grupo familiar assaltou cem armazéns de eletrodomésticos, roupa e comida

GNR recuperou quase cinco mil produtos furtados, avaliados em 120 mil euros. Bando fazia buraco nas paredes para aceder aos espaços.

Ao longo do último meio ano, um grupo realizou cerca de cem assaltos a grandes armazéns de eletrodomésticos, alimentos, sapatos, vestuário e outro tipo de artigo têxtil, situados nos distritos do Porto e Braga.

Em muitos dos roubos, os ladrões, com ligações familiares entre si, faziam um buraco na parede para aceder ao interior do espaço. Método que não impediu que, nesta terça-feira, a GNR desmantelasse a organização, numa operação que passou por Paços de Ferreira, Valongo, Porto e Vila Nova de Gaia e que fez oito arguidos. Também foram recuperados quase cinco mil produtos furtados, entre os quais 1400 vestidos que iam ser vendidos nas lojas da cadeia internacional ZARA.

Material apreendido não foi vendido devido à pandemia

Os números impressionam. Foram 2500 peças de vestuário, incluindo os vestidos da ZARA já com o aparelho de alarme colocado, 800 cortinados e atoalhados, 300 garrafas de bebidas alcoólicas, 112 pares de sapatos e três televisões. Todo este material, avaliado pela GNR em cerca de 120 mil euros, estava escondido nas habitações de alguns membros do grupo, localizadas entre Paços de Ferreira, Alfena, em Valongo, Contumil, na cidade do Porto, e Arcozelo, já em Vila Nova de Gaia.

Todas as casas, num total de 24 buscas efetuadas na terça-feira, foram vistoriadas pelos militares, que acreditam que este material ainda se encontrava escondido, porque, devido à pandemia, não foi possível vendê-lo. Outras peças e equipamento terão, contudo, sido transacionados ao longo dos, pelo menos, seis meses em que o grupo se manteve em atividade.

No âmbito da mesma operação, que culminou uma investigação de quatro meses e envolveu elementos dos Núcleos de Investigação Criminal de Amarante, Penafiel e Porto, da Secção de Informações e Investigação Criminal, do Destacamento de Intervenção e até da PSP, oito homens, entre os 22 e 45 anos e todos residentes no concelho de Paços de Ferreira, foram constituídos arguidos. Apesar de permanecerem em liberdade por ordem judicial, as autoridades acreditam que estes elementos integravam o núcleo duro de uma organização constituída por homens e mulheres da mesma família ou por pessoas das suas relações mais próximas.

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GNR já tinha detido outros membros

Todos atuavam durante a madrugada, após identificarem grandes armazéns ou entrepostos comerciais dos distritos do Porto e Braga. No âmbito do plano delineado, alguns dos membros da organização efetuavam buracos numa parede que permitiam aos comparsas entrar no espaço e roubar tudo o que encontravam. Noutros assaltos, os indivíduos limitavam-se a arrombar uma das portas para aceder ao edifício previamente selecionado. Num e noutro caso, ninguém hesitava em destruir tudo o que dificultasse o roubo.

No início de março deste ano, o JN já tinha dado conta da detenção de um homem, com 30 anos, pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Vila Nova de Gaia, que integrava o bando que roubou dezenas de computadores portáteis, placas de forno e televisões em dois armazéns de Grijó e Lever. A meio do mesmo mês, foram detidas cinco mulheres, entre os 21 e os 26 anos, pelo Núcleo de Investigação de Matosinhos. Além de integrarem o grupo que assaltava os armazéns, estas também roubavam diversas lojas do Porto e Gondomar, com um método específico: a maioria das mulheres atraía a funcionária para um canto da loja para que a outra furtasse o que pudesse e fugisse.

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