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Grupo que assaltava farmácias na margem sul acusado de dezenas de crimes violentos

Grupo que assaltava farmácias na margem sul acusado de dezenas de crimes violentos

O Ministério Público de Almada acusou três arguidos de dezenas de crimes de roubo agravado, sequestro e detenção de arma proibida por assaltos violentos a farmácias em Almada e Seixal e um quarto elemento que fornecia as armas. Este, com 19 anos, foi acusado de tráfico de armas.

Os crimes praticados pelos assaltantes, dez de roubo agravado, seis de roubo simples, treze crimes de sequestro e um de detenção de arma proibida, ocorreram entre 22 de dezembro de 2019 e finais do mês de fevereiro de 2020.

Os arguidos deslocavam-se de cara tapada a várias farmácias instaladas nos concelhos de Almada e Seixal, onde abordavam os funcionários, exigindo as quantias monetárias que tivessem em caixa ou no cofre. De acordo com a acusação do Ministério Público de Almada, a abordagem era feita por vezes com recurso à força física e mediante a exibição de uma arma de fogo fornecida por um quarto arguido. Em algumas ocasiões, as pessoas que se encontrassem nessas farmácias eram trancadas numa divisão, por forma a evitar qualquer oposição à retirada do dinheiro e subsequente fuga dos agressores.

A Polícia Judiciária de Setúbal deteve no espaço de um mês os três suspeitos dos roubos, com idades compreendidas entre os 17 e os 22 anos. Mais tarde, em junho, deteve o jovem de 19 anos que fornecia uma arma utilizada nos assaltos. Tinha na sua posse, em casa no Monte da Caparica em Almada, uma pistola de calibre 6.35 mm utilizada nos assaltos.

Os três assaltantes encontram-se em prisão preventiva enquanto o arguido tido como o fornecedor de armas foi libertado pelo tribunal aquando da sua detenção por não ter participado nos crimes.

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