Évora

Guarda prisional suspeito de matar PSP já chegou ao DIAP de Évora

Guarda prisional suspeito de matar PSP já chegou ao DIAP de Évora

O guarda prisional José Fortuna Malengue, 52 anos, que atropelou mortalmente na sexta-feira o Polícia de Segurança Pública, António Doce, 45 anos de idade, chegou esta tarde ao Departamento de Investigação Penal de Évora, num carro da Polícia Judiciária, vindo do Estabelecimento Prisional de Évora, onde passou a noite.

A recebê-lo estava um conjunto de mulheres que lhe chamaram assassino. Um delas foi Raquel Maia de 23 anos, amiga da vítima. "Se houver justiça em Portugal este homem vai apodrecer na cadeia. A mesma opinião foi partilhada pela outra mulher, Guiomar Santos, de 45 anos. vítima de violência doméstica que veio especialmente do Norte para estar hoje aqui presente e homenagear o agente António Doce. "Enquanto devia estar na cadeia andava a passear por Évora".

De referir que os agentes da Polícia de Segurança Pública que estão junto ao DIAP de Évora têm uma fita preta, no símbolo da PSP, existente nas fardas.

Suspeito de matar PSP

Recorde-se que, no sábado à noite, alcoolizado, Malengue, 52 anos, começou a discutir com a namorada e agrediu-a, no Rossio de S. Brás, em Évora, onde o casal tinha marcado passar o fim de semana. António Doce, pai de dois filhos, estava perto do quiosque que a mulher gere naquele local e assistiu à violência. Estava de folga, mas quando viu a mulher ser arrastada para o veículo pelo companheiro, não hesitou e foi socorrer a vítima.

Ao tentar impedir a fuga do agressor, que já cumpriu pena de prisão por conduzir alcoolizado e que tem antecedentes por violência doméstica, o agente da PSP foi atropelado. António Doce acabaria por morrer horas depois do hospital, vítima dos graves ferimentos.

Depois de ter saído de Évora com a mulher, Malengue parou no posto da GNR de Montemor-o-Novo, onde se queixou de ter sido agredido no Rossio de S. Brás. Nessa altura, o guarda prisional não sabia que tinha matado uma pessoa, nem sabia que essa pessoa era um agente PSP, de folga. Os militares, que também ainda não estavam a par do homicídio, registaram queixa e deixaram ir o homem que acabaria por ser detido horas depois pela GNR, em Sintra.

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