Paços de Ferreira

Guardas prisionais condenados a 10 e 9 anos de prisão

Guardas prisionais condenados a 10 e 9 anos de prisão

Dois guardas prisionais e dois reclusos da cadeia de Paços de Ferreira foram condenados a penas efetivas de prisão esta manhã por liderarem e pertencerem a uma rede de tráfico de droga naquele estabelecimento prisional. Um terceiro guarda foi absolvido e três reclusos ficaram com penas suspensas.

O chefe Manuel Borges foi condenado a dez anos de prisão pelos crimes de tráfico de estupefacientes agravado e corrupção passiva. Pelos mesmos crimes, o guarda prisional Delfim Dispenza foi condenado a nove anos de prisão. Ambos foram considerados "correios de droga de qualidade".

O guarda prisional Rogério Machado foi absolvido de todos os cinco crimes pelos quais vinha acusado.

Fábio Faria e Fábio Silva foram condenados a, respetivamente, oito anos e oito anos e seis meses de prisão pelos crimes de tráfico de droga, branqueamento e corrupção ativa. Três outros reclusos foram também condenados a penas de prisão, mas ficaram suspensas na execução.

O Tribunal de Penafiel elogiou a coragem dos reclusos por terem denunciado e colaborado com a investigação.

Operação Entre Grades

As condenações são o resultado da "Operação Entre Grades" que desmantelou uma rede de tráfico de droga e telemóveis no interior da cadeia de Paços de Ferreira.

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Segundo a acusação do Ministério Público, os guardas prisionais recebiam dinheiro e outros bens de alguns dos reclusos, para introduzirem heroína, haxixe, cocaína e telemóveis naquele estabelecimento prisional . Este esquema de tráfico de droga terá durado cerca de uma década e rendido "largos milhares de euros" aos supostos líderes da rede.

O tribunal determinou que todo o dinheiro e a quase totalidade dos bens apreendidos revertam a favor do Estado.

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