Marco de Canaveses

Dois guardas prisionais em prisão preventiva

Dois guardas prisionais em prisão preventiva

Arguidos detidos na operação Entre-Grade estão no Tribunal do Marco de Canaveses desde esta manhã. Interrogatórios continuam a decorrer.

Dois dos nove detidos no âmbito da operação Entre-Grade, que desmantelou uma rede que traficava droga e telemóveis no interior da prisão de Paços de Ferreira, foram colocados em prisão preventiva. São eles o chefe da Guarda Prisional Manuel Borges e o guarda Delfim Dispenza. A decisão foi tomada no final do interrogatório judicial, que decorreu ao longo desta quarta-feira, no Tribunal do Marco de Canaveses.

Os restantes sete arguidos também já foram interrogados pelo juiz de instrução criminal, mas ainda aguardam pelas medidas de coação.

Os cinco elementos da Guarda Prisional (três guardas e dois chefes), assim como um ex-recluso e três familiares de presos de Paços de Ferreira foram levados ao Tribunal do Marco de Canaveses logo pela manhã, porém os interrogatórios só começaram ao início de uma tarde aproveitada pelos detidos para apresentar a sua versão dos acontecimentos.

Recorde-se que a Polícia Judiciária do Porto anunciou, ontem, o desmantelamento de uma rede que incluía cinco guardas prisionais, cerca de uma dezena de reclusos e vários dos seus familiares, que introduziu ao longo de, pelo menos, seis anos grandes quantidades de droga e ainda telemóveis na cadeia de Paços de Ferreira.

Em junho, Joel da "Afurada", recluso que se preparava para terminar a pena e sair em liberdade, já tinha sido, no âmbito da operação Entre-Grade, colocado em prisão preventiva.

Todos lucraram muitos milhares de euros com a venda de cocaína, haxixe e aparelhos de telecomunicações no interior de uma cadeia classificada como de alta segurança.

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