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Há cada vez mais jovens vítimas de chantagem sexual

Há cada vez mais jovens vítimas de chantagem sexual

São adolescentes seduzidos pelo amor ou aliciados por outros motivos que partilham com outros jovens fotografias ou vídeos em poses eróticas e acabam enredados numa teia de chantagem sexual.

A vergonha leva a maior parte a calar-se e a sujeitar-se à vontade de antigos namorados, por exemplo, que usam os conteúdos íntimos para forçá-los a enviar mais fotos ou a ter relações sexuais. Ameaçam publicar as imagens em redes sociais ou sites de pornografia. É na Linha Internet Segura, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que procuram ajuda e respostas. E são cada vez mais. Hoje arranca uma campanha nacional de sensibilização.

Raramente se queixam às autoridades, não só por temerem ver a sua vida e a sua intimidade expostas, mas também porque sentem culpa por terem aceitado enviar as imagens que os deixaram reféns. A maioria fica à mercê da chantagem, sem procurar ajuda.

Em janeiro, a APAV lançou a Linha Internet Segura, que presta apoio telefónico ou online, de forma anónima e confidencial, a crianças, jovens, pais e professores. Os técnicos têm verificado o crescimento da procura de ajuda de adolescentes e de denúncias de conteúdos pornográficos envolvendo menores.

Ex-namorados

As queixas chegam de todo o país e o grosso das vítimas tem entre 15 e 18 anos. "Temos tantas raparigas como rapazes alvo de chantagem sexual. Aquilo que notamos é que as raparigas são, regra geral, vítimas deste tipo de chantagem no fim de uma relação amorosa. Uma adolescente acaba com o relacionamento e o namorado, como forma de chantagem ou também de retaliação, ameaça ou publica as fotos de cariz sexual da ex-namorada", explicou, ao JN, Ricardo Estrela, 29 anos, responsável pela Linha Internet Segura da APAV.

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