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Hacker português que atacou tribunal brasileiro fica em preventiva

Hacker português que atacou tribunal brasileiro fica em preventiva

O hacker português, de 19 anos, suspeito de ter atacado o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil foi esta segunda-feira colocado em prisão preventiva pelo Tribunal Central de Instrução Criminal.

O pirata informático estava atualmente com medidas de coação que o proibiam de aceder à Internet para além de estar obrigado a permanecer na habitação, com vigilância eletrónica.

O jovem é considerado o cabecilha de um grupo que contava com outros três membros. São três cidadãos brasileiros, com idades entre os 19 e 24 anos, que ficaram proibidos de contactar entre si, pelas autoridades brasileiras.

O ataque ao TSE terá acontecido antes de 23 de outubro e foi tornado público a 15 de novembro, dia de eleições municipais. O ato eleitoral não terá sido afetado.

"Foi um vazamento [de informações] sem nenhuma relevância sem qualquer importância para o processo eleitoral [...] Este ataque aparentemente teve a sua origem em Portugal e, sempre lembrando, as urnas [eletrónicas] não estão em rede [conectadas à Internet], portanto, não estão vulneráveis a nenhum tipo de ataque durante o processo eleitoral".

O indivíduo agora colocado em prisão preventiva já tinha sido identificado pela PJ quando tinha apenas 16 anos, no âmbito da operação da Polícia Judiciária denominada "Caretos", que envolvia um grupo português alegadamente ligado aos "Anonymous".

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Já este ano, o mesmo pirata informático voltou a ser detido por suspeitas de ter pirateado o sistema informático da empresa de telecomunicações Altice, de uma associação de árbitros e dos serviços sociais da GNR.

Desde há vários meses, que o pirata entrava em sistemas informáticos de museus, de bibliotecas, de uma associação de árbitros, da Federação Portuguesa de Natação e ainda diversas páginas da Internet com o domínio ".gov", pertencendo a entidades estatais. Mais recentemente, atacou a empresa de telecomunicações Altice, dona na marca Meo.

Na altura, o tribunal entendeu proibi-lo de usar a Internet, mas o indivíduo não terá respeitado as medidas de coação impostas pela justiça.

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