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Hammerskins todos julgados por ataques violentos

Hammerskins todos julgados por ataques violentos

Fizeram 18 vítimas entre homossexuais, estrangeiros ou militantes de esquerda.

Discriminação racial, religiosa ou sexual, incitamento à violência, tentativa de homicídio, agressões, posse de arma ilegal e tráfico de droga. É por estes crimes que 27 indivíduos ligados à extrema direita portuguesa vão ser julgados, dentro de poucas semanas, em Lisboa. Foram acusados no ano passado, mas alguns requereram a abertura de instrução e, há dias, o juiz Carlos Alexandre tomou a decisão de os levar todos a julgamento.

Estavam acusados pelo Ministério Público de pertenceram à organização Hammerskins Portugal, um grupo violento que apregoa a supremacia da raça branca e a homofobia, atacando também muçulmanos e comunistas. Tudo de acordo com uma ideologia de inspiração nazi.

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Dezoito ataques em Lisboa

Os arguidos atacaram 18 pessoas na Grande Lisboa. Num dos episódios narrados na acusação, após uma manifestação contra os refugiados, em setembro de 2015, em Lisboa, pelo menos um dos acusados agrediu um militante do PCP que saía de um comício. Apenas por trazer uma bandeira da CDU, foi insultado e espancado.

Outro arguido, guarda prisional de profissão e que era candidato a membro dos Hammerskins, tinha de cumprir um ritual de iniciação que incluía a agressão de negros, indianos, homossexuais ou de ideologia política de Esquerda. Cumpriu. Dois militantes do PCP ainda vieram em socorro da vítima, que ficou inanimada no chão.

O grupo acabou por ser desmantelado pela Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), em 2016, quando esta estrutura da PJ era liderada pelo atual diretor nacional, Luís Neves.

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