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Histórico narcotraficante detido com cem quilos de cocaína ficou em prisão preventiva

Histórico narcotraficante detido com cem quilos de cocaína ficou em prisão preventiva

Todos os detidos em operação da PJ anunciada esta quarta-feira foram para a cadeia. Um dos detidos é um velho conhecido das autoridades portuguesas e espanholas, apanhado, em 2005, com mais de quatro toneladas de droga, num armazém de Almeirim, naquela que, na altura, foi a maior apreensão de sempre em Portugal.

Os dois portugueses e cinco colombianos detidos a retirar cem quilos de cocaína de um contentor marítimo foram colocados em prisão preventiva. A medida de coação foi declarada após os detidos terem sido sujeitos a primeiro interrogatório judicial. Um dos traficantes enviado para a cadeia, apurou o JN, é um empresário do Grande Porto, de 60 anos, que, em 2005, também foi apanhado num armazém de Almeirim, distrito de Santarém, que guardava mais de quatro toneladas de cocaína. A operação "Lezíria Branca", levada a cabo pela Polícia Judiciária (PJ), permitiu concretizar aquela que, na ocasião, foi a maior apreensão de droga de sempre, em Portugal.

Tal como JN avançou nesta quarta-feira, a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ apreendeu cem quilos de cocaína escondidos num contentor marítimo carregado de carvão em pó e que recentemente chegou, de barco, ao porto de Leixões, em Matosinhos. Daqui, e quando já era monitorizado pelos inspetores, foi transportado para um armazém de Castro Daire, onde a rede criminosa, com ligações à Colômbia, iria retirar a droga dissimulada na base de ferro do contentor. Antes que isso acontecesse, a PJ entrou em ação, apreendeu os cem quilos de cocaína e deteve sete pessoas.

Líder da célula da Península Ibérica

Os dois portugueses e cinco colombianos foram hoje levados a tribunal e, depois de ouvidos pelo juiz de instrução criminal, colocados em prisão preventiva. Um deles é um "velho" narcotraficante, conhecido das autoridades pelo envolvimento em diversos processos relacionados com o tráfico de droga. Num dos casos, ocorrido em 2005, o empresário residente no Grande Porto, então com 45 anos e dono de uma empresa de transporte internacional de mercadorias, foi detido quando se preparava para transportar 1500 quilos de cocaína para Espanha, no fundo falso de um camião. Um outro português e dois colombianos também foram detidos, no armazém situado na zona industrial de Almeirim, onde decorreu a denominada operação "Lezíria Branca". No interior do mesmo espaço foram encontrados 98 fardos de cocaína.

O traficante foi acusado de ser o líder, para a Península Ibérica, de uma organização com origem na Colômbia e que atuava em vários países. O empresário português, lia-se na acusação, teria inclusive acesso aos principais fornecedores de cocaína, na América Latina. O papel assumido no cartel levou, também em 2005, a Guardia Civil espanhola a emitir um mandado de detenção.

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Condenado a nove anos de prisão

Apesar das provas, o traficante, assim como o comparsa português e os colombianos, negou as acusações e alegou que, aquando da detenção, preparava-se para carregar vinho para transportar para o Luxemburgo. Uma versão que os juízes não valoraram, uma vez que o traficante seria, em 2007, condenado a nove anos de prisão.

Cumpriu parte desta pena e, após ser libertado, radicou-se em Espanha. Do outro lado da fronteira, acredita a PJ, voltou a liderar um poderoso cartel, novamente com ligações à Colômbia, que movimenta quantidades muito elevadas cocaína em Portugal e Espanha.

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