Sentença

Homem condenado a 17 anos e meio de prisão por matar a mulher em Gaia

Homem condenado a 17 anos e meio de prisão por matar a mulher em Gaia

Joaquim Soares, 62 anos, foi condenado esta manhã pelo Tribunal de Vila Nova de Gaia pelo homicídio da sua ex-companheira, de 42 anos. O arguido já havia confessado a autoria dos disparos mas garantira que a sua intenção era apenas assustar. Dias antes do crime, a vítima tinha apresentado queixa por ameaças de morte.

O crime ocorreu a 27 de outubro de 2020. Joaquim não aceitou a separação de Ana Mafalda, com quem vivera 14 anos em união de facto. Uma relação marcada por ameaças e agressões a ela e à filha de ambos. Convencido de que a ex-companheira já teria uma nova relação, foi no seu encalço. Em Grijó, barrou o automóvel onde Mafalda seguia e disparou dois tiros de caçadeira a curta distância. Matou-a. A seguir, foi para Nogueira da Regedoura, onde o casal explorava uma frutaria. Estacionou e atirou sobre si próprio. Ficou com parte do rosto desfigurado, mas sobreviveu. Joaquim foi assistido pelos Bombeiros de Lourosa e, antes de ser transportado para o Hospital de Gaia, confessou os disparos sobre Ana Mafalda.

Em tribunal Joaquim disse que tinha a caçadeira no carro porque dias antes tinha ido à caça. E que apenas pretendia atingir os vidros. Só queria assustar Mafalda. A justificação não colheu junto do tribunal que esta manhã de quinta-feira o condenou por homicídio qualificado a 17 anos e seis meses de prisão e a pagar 50 mil euros de indemnização a favor de cada uma das filhas da vítima, um das quais também filha do arguido.

O tribunal deu como provado que autor do crime agiu com o propósito conseguido e previamente formulado de tirar a vida a Ana Mafalda, porque esta mantinha o propósito de se manter separada do arguido. Mereceu "censura especial" por ser a mãe da sua filha e a sua companheira ao longo de quase 15 anos.

GNR não encontrou suspeito

Ana Mafalda apresentou queixa contra o ex-companheiro no dia 13 de outubro. À GNR dos Carvalhos disse que, após ter terminado a relação, este tinha ameaçado matá-la e à sua filha. Os militares consideraram que era uma situação de risco e foram em busca do suspeito. Não o encontraram na residência do casal, em Nogueira da Regedoura, nem em Cinfães onde Joaquim tinha família. Na casa do casal, não foram encontradas armas.

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O caso seguiu para os serviços especializados em violência doméstica, mas os procedimentos de proteção à vitima não chegaram a tempo de impedir o seu assassinato.

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