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Homem põe fogo à própria casa no Porto

Homem põe fogo à própria casa no Porto

Um incêndio destruiu esta manhã de quarta-feira um apartamento na Rua de Santa Luzia, no Porto. Ao que tudo indica, terá sido o próprio morador, cujo pai havia morrido na véspera, a iniciar o fogo.

O alarme foi dado pela irmã do residente que tentava entrar em casa. O homem de 39 anos, que sofre de problemas psiquiátricos, recusava-se a abrir a porta e a irmã temia pela sua saúde. Ao sentir que alguém estava a tentar arrombar a fechadura, o homem terá posto fogo a um colchão no quarto do pai, falecido na véspera com covid-19.

O único ocupante da casa foi assistido no local e levado pelo INEM para observação psiquiátrica. O apartamento, localizado no segundo andar, ficou completamente destruído. Porém, as primeiras inspeções indicam que as chamas não terão causado danos às restantes habitações do prédio de 16 andares.

Irmã tinha vindo despedir-se do pai

A irmã havia vindo de propósito do Luxemburgo, onde reside há 20 anos, para se despedir do pai, de 81 anos. O progenitor, diabético e com problemas pulmonares, havia sido internado na semana passada com covid-19. A filha não conseguiu chegar a tempo. O pai faleceu na terça-feira no hospital.

Esta manhã, a filha foi até à casa do pai onde também morava o seu irmão. Este recusou-se a abrir a porta. A irmã chamou um serralheiro. Quando este tentava abrir a fechadura, começou a sair um fumo negro debaixo da porta. Arrobaram a porta e viram que o colchão do quarto do pai estava em chamas. O irmão recusou-se a sair. Acabaria por ser retirado à força pelas autoridades que entretanto acorreram ao local.

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Os Sapadores do Porto conseguiram rapidamente apagar as chamas antes que estas alastrassem aos restantes apartamentos e causassem vítimas.

Várias queixas e alertas

Segundo os vizinhos, há muito que o homem vinha dando sinais de desequilíbrio, especialmente após as restrições impostas pela covid-19 que poderão ter afetado o acompanhamento e a medicação que vinha tomando.

Ainda segundo moradores, por várias vezes a PSP e a Segurança Social foram alertadas e chamadas ao local após desacatos provocados pelo homem, mas nunca nada terá sido feito.

O homem morava com o pai e, apesar das fragilidades deste, recusava-se que ele fosse internado. Apenas tinham a ajuda de uma cuidadora durante a noite e o almoço era trazido por uma IPSS da zona. Recentemente, o idoso ficou infetado com covid-19 e, dada a sua condição, foi internado. Não sobreviveu.

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