S. João da Madeira

Homicida de freira acusado de violar e matar vítima

Homicida de freira acusado de violar e matar vítima

Alfredo Manuel da Silva Santos, de 44 anos, que matou a freira "Tona", em S. João da Madeira, em setembro do ano passado, foi agora acusado pelo Ministério Público de crimes de homicídio, violação e profanação de cadáver. Também foi acusado por ter raptado, roubado e tentar violar uma jovem, em agosto de 2019, no mesmo concelho.

De acordo com o Ministério Público (MP), Alfredo Santos encontrou a freira, Antónia Guerra de Pinho, 61 anos, na manhã do passado dia 8 de setembro, na via pública e convenceu-a "a transportá-lo a casa de automóvel, a pretexto de que se encontrava alcoolizado; e que, já em casa, impediu a vítima de abandonar o local agarrando-a pelo pescoço com um dos braços e socando-a na face e cabeça quando a mesma procurou resistir-lhe; e que de seguida, com a vítima inconsciente por força da constrição do pescoço a que fora sujeita, o arguido a despiu e manteve com ela trato sexual que perdurou por cerca de três horas, vindo a vítima, que se manteve sempre inanimada, a morrer", explica o MP.

O MP indiciou ainda que parte do referido trato sexual foi mantido pelo arguido quando a vítima se encontrava já morta.

O outro crime aconteceu a 14 de agosto, também em São João da Madeira. "O arguido perseguiu uma mulher quando esta seguia apeada em direcção a casa, depois de sair do trabalho; e que a dado passo, mesmo se esta mostrava pretender esquivar-se-lhe, correu na sua direcção e abordou-a, agarrando-a por trás, com um braço à volta do pescoço", explica o MP.

Depois o indivíduo, "forçou-a a entregar-lhe o telemóvel e passou a arrastá-la, na direcção de um parque, com o intuito de a forçar a consigo manter relcionamento sexual", mas como surgiu um veículo, Alfredo Santos não conseguiu concretizar o crime. Estranhando o ato, os passageiros do carro interpelaram o arguido e a vítima aproveitou para gritar por socorro.

Na altura, a vítima apresentou queixa na PSP, mas o indivíduo, que estava em liberdade condicional, continuou em liberdade.

Depois do homicídio da freira, o Bispo do Porto reagiu de forma violenta ao crime perpetrado contra "Tona".

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