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Homicida de Bruno Candé: "Ele não disse nada, não dei tempo. Passei-me dos carretos e pumba"

Homicida de Bruno Candé: "Ele não disse nada, não dei tempo. Passei-me dos carretos e pumba"

Idoso confessa no julgamento que descarregou arma sobre ator negro, mas nega racismo. Insultos foram relatados por várias pessoas.

O idoso acusado de, em julho do ano passado, ter matado Bruno Candé, em Moscavide, Loures, confessou, no primeiro dia do julgamento, que atingiu o ator a tiro com pelo menos três tiros à queima-roupa, já depois de este estar ferido e prostrado aos seus pés.

Evaristo Marinho, de 77 anos e acusado de homicídio agravado pelo ódio racial, negou, contudo, ter proferido, nos dias anteriores ao crime, insultos racistas contra Candé, português negro nascido em Lisboa. A garantia foi contrariada por várias testemunhas, que, ontem, relataram que ouviram o suspeito, branco, chamar "preto de merda" ao ator e mandá-lo para a sua terra e para a "sanzala".

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