Almada

Homicida de jovem em festa ilegal defende que matou por temer pela própria vida

Homicida de jovem em festa ilegal defende que matou por temer pela própria vida

O homicida confesso do jovem cabo-verdiano de 26 anos Samir Landim durante uma festa ilegal na manhã de sábado num bairro de lata da Costa da Caparica alegou ter cometido o crime por temer que a vítima o matasse.

Na manhã de sábado, enquanto decorria uma festa ilegal com 300 pessoas desde a noite anterior no bairro das Terras da Costa, o suspeito acercou-se da vítima e disparou cinco tiros na sua direção. Dois acertaram o alvo no pescoço e no braço e outros três falharam, mas não acertaram em mais ninguém. Os participantes na festa fugiram em pânico ao ouvir os disparos e o agressor aproveitou o momento para se colocar em fuga.

A vítima ficou no chão a tentar estancar a hemorragia no pescoço e foi transportada para o Hospital Garcia de Orta por amigos, mas acabou por falecer nesta unidade hospitalar de Almada.

Vítima e agressor já tinham historial de conflitos antigos. Ambos residiam no Seixal e já tiveram episódios de agressão no Algarve meses antes. O JN apurou que o agressor alegou que no Algarve Samir atacou-o com uma faca, mas não há registos de que nesse episódio de agressões tenham sido utilizadas quaisquer armas. O suspeito não tem histórico criminal de crimes violentos e entregou-se no domingo na Polícia Judiciária de Setúbal na companhia de um advogado.

O suspeito, com 27 anos, foi presente ao Tribunal de Almada esta segunda-feira e ficou em prisão preventiva. Está indiciado por homicídio qualificado.

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