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Assédio a menor

Vaticano manda Diocese de Viseu aprofundar investigação a padre suspeito

Vaticano manda Diocese de Viseu aprofundar investigação a padre suspeito

A Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) pediu à Diocese de Viseu para aprofundar a investigação ao padre que é suspeito de ter assediado sexualmente um jovem, de 14 anos.

Ao contrário do que foi noticiado, aquela congregação da Cúria Romana, um dos órgãos da Santa Fé, não terá pedido (ainda) ao bispo de Viseu, António Luciano, para constituir um tribunal eclesiástico para julgar o padre suspeito, Luís Miguel da Costa.

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O Vaticano considera que faltavam elementos ao processo elaborado pela Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis.

"A CDF achou que não tinha os dados todos que necessitava. Pediu para aprofundar a investigação, antecedentes, etc. Achou que ainda não tinha os elementos suficientes para assumir o caso ou para nos dizer para nós julgarmos", adiantou ao JN fonte do Tribunal Diocesano de Viseu.

A mesma fonte nega assim que já tenha sido constituído qualquer tribunal na diocese para julgar o sacerdote, de 46 anos, contrariamente ao que avançou esta quinta-feira de manhã uma notícia do Público, entretanto replicada pelo JN.

"Ainda não é certo que vá haver julgamento aqui", precisou a fonte do Tribunal Diocesano de Viseu, acrescentando que a investigação ainda está em curso.

"A Santa Sé disse ao Bispo de Viseu para continuar com a investigação. Se houver julgamento, pode ser a própria congregação a fazê-lo ou incumbir o nosso tribunal de o fazer", refere.

Caso seja Viseu a julgar o padre, poderá então ser criado um tribunal próprio, onde estarão representados três juízes, "que poderão ser de outras dioceses".

O sacerdote está a ser investigado ainda pela Igreja, mas também pelo Ministério Público, num inquérito-crime em que já foi constituído arguido.

O caso remonta a março deste ano, altura em que o padre terá enviado mensagens de cariz sexual ao menor que conheceu num almoço convívio. O rapaz não gostou dos avanços do pároco e denunciou a situação ao pai, que apresentou queixa na justiça e na Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis.

Este organismo da diocese ouviu todas as partes e depois elaborou um relatório que mandou para o Vaticano e para o Bispo de Viseu que suspendeu o sacerdote de todas as funções no seio da Igreja.

A alegada vítima foi ouvida na segunda-feira em tribunal para memória futura.

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