Football Leaks

Inspetor da PJ em "pânico" após desaparecimento de objetos apreendidos a Rui Pinto

Inspetor da PJ em "pânico" após desaparecimento de objetos apreendidos a Rui Pinto

José Amador, inspetor da Policia Judiciária (PJ) e uma das testemunhas-chave no processo Football Leaks, disse esta terça-feira, em tribunal, ter sentido "estupefação", "surpresa" e "pânico" ao constatar, na chegada a Lisboa, em janeiro de 2019, que dois dos 26 sacos com objetos apreendidos a Rui Pinto na Hungria tinham desaparecido.

Amador confirmou ter recebido da polícia húngara, ainda nesse país, um saco selado que julgava conter os 26 objetos apreendidos ao hacker. Quando aterrou em Lisboa, viu que apenas lá estavam 24. Um dos dois pacotes em falta continha documentos (não especificados pelo inspetor), ao passo que o outro incluía cabos com conectividade USB.

O inspetor da PJ também revelou ter sido uma viagem do pai e da madrasta de Rui Pinto à Hungria que permitiu deter o hacker. As autoridades depararam-se, através de inteceções telefónicas ao pai de Rui Pinto, com um SMS contendo uma confirmação bancária para pagamento de uma viagem a Budapeste. Já na Hungria, foi montado um dispositivo policial no aeroporto que seguiu o pai do arguido (bem como a madrasta, que também viajou) até à morada do hacker, então desconhecida pela Judiciária.

No seu depoimento, José Amador revelou ainda que os objetos apreendidos a Rui Pinto foram selados na presença do hacker mas que foram posteriormente abertas pelas autoridades húngaras. Este facto terá ocorrido a pedido da polícia francesa, no âmbito de um pedido de cooperação internacional por parte dos gauleses. No entanto, não terá havido qualquer acesso aos dispositivos eletrónicos do arguido, defendeu José Amador

As declarações do inspetor da Polícia Judiciária prosseguem na tarde desta terça-feira.

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