Segurança

Inspetores da PJ condecorados por Espanha por luta contra o terrorismo

Inspetores da PJ condecorados por Espanha por luta contra o terrorismo

Polícia Nacional espanhola destaca contributo de três inspetores da Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo. Espanhóis vieram a Portugal entregar medalha da Cruz de Mérito Policial

Três inspetores da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária foram condecorados pelo Ministério do Interior de Espanha com a medalha da Cruz de Mérito Policial. A condecoração foi entregue aos dois homens e uma mulher, todos com cerca de 20 anos de serviço, por Miguel Rey Perez e Manolo Risco, responsáveis pela Comissaria Geral de Informação da Polícia Nacional espanhola, numa cerimónia que decorreu nesta segunda-feira, na sede da PJ.

A condecoração foi justificada pela "qualidade profissional patenteada pelos inspetores, no âmbito da cooperação policial internacional". O JN apurou que, ao longo dos últimos anos, estes três elementos da UNCT têm sido peças fundamentais na troca de informação relacionada com atividades e movimentações terroristas na Península Ibérica, contribuindo para a "cooperação forte" e "confiança" que marca o atual relacionamento entre a PJ e a Polícia Nacional.

Esta relação profícua foi essencial para, por exemplo, o desmantelamento, em outubro do ano passado, de uma célula do grupo terrorista "Resistência Galega", que mantinha, em Coimbra, uma "casa de recuo" para guardar explosivos. No prédio ocupado pelos terroristas galegos foram apreendidos, segundo a PJ, "inúmeros utensílios utilizados na fabricação de engenhos/artefactos explosivos, nomeadamente relógios, temporizadores e telemóveis preparados como dispositivo de ativação remota de cargas explosivas, dispositivos pirotécnicos e engenhos explosivos improvisados". No total, o imóvel armazenava cerca de "30 quilos de pólvora, além de livros, apontamentos manuscritos e manifestos de propaganda dos ideais da Resistência Galega".

Na ocasião, foi ainda apreendida uma panela de pressão, para confinamento de carga explosiva, "igual às usadas por este grupo terrorista em diferentes atentados, bem como material utilizado para falsificação de documentos, como carimbos de instituições públicas espanholas e plastificadoras a quente".

Já em 2010, foi descoberta uma vivenda em Óbidos, com cerca de 700 quilos de explosivos no interior. Uma operação da PJ e da GNR, com a colaboração da Guardia Civil, permitiu encontrar na residência vários tipos de explosivos, como nitrometano, para além de detonadores, bombas-lapa, entre outros materiais. A casa era habitada por elementos da ETA, grupo terrorista do País Basco, que fugiram antes da chegada das autoridades portuguesas.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG