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Inspetores do SEF detidos por matar turista ficam em prisão domiciliária

Inspetores do SEF detidos por matar turista ficam em prisão domiciliária

Os três inspetores do SEF, detidos na manhã desta segunda-feira pela Polícia Judiciária, vão aguardar o desenvolvimento do processo em prisão domiciliária.

O Tribunal de Instrução de Lisboa decidiu, ao final da tarde, aplicar aos três elementos do SEF uma medida privativa da liberdade, com vigilância eletrónica.

Foi no dia 10 de março que um cidadão de nacionalidade ucraniana aterrou no aeroporto de Lisboa com visto de turismo. Ao passar pela alfândega, a entrada em território nacional foi travada por inspetores do SEF, que suspeitaram de irregularidades. Ficou decidido que o indivíduo seria colocado no próximo voo para a Turquia, país de onde tinha chegado.

O homem ficou a aguardar pelo avião, mas sentiu-se mal e foi transportado sob escolta para um hospital. Depois de ter recebido cuidados médicos, voltou para o aeroporto, onde foi colocado na enfermaria do Centro de Instalação Temporária. Foi nesse local que a vítima terá sido agredida até à morte por elementos do SEF, já no dia 12. O homem foi encontrado por outros inspetores que alertaram os socorros.

Foi depois de ter sido realizada a autópsia, que revelou sinais de grande violência na morte, que o caso transitou para a PJ para investigação.

Esta segunda-feira de manhã, a Judiciária anunciou que três funcionários do SEF, de 42, 43 e 47 anos, foram detidos "por fortes indícios da prática de um crime de homicídio".

"Os detidos integram os quadros daquele Serviço e a investigação apurou que serão os presumíveis responsáveis pela morte de um homem de nacionalidade ucraniana, de 40 anos, que tentara entrar, ilegalmente, por via aérea, em território nacional, no pretérito dia 10 de março", pode ler-se em comunicado enviado às redações. A nota acrescenta que a vítima teria provocado supostamente alguns distúrbios no local.

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