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Advogado burlão detido por vender bens alheios

Advogado burlão detido por vender bens alheios

Um grupo de sete pessoas engendrou um esquema através do qual vendeu terrenos sem o conhecimento dos proprietários.

Todas foram detidas ontem pela Polícia Judiciária (PJ) e indiciadas pelos crimes de burla e falsificação com que lucraram 75 mil euros. Entre os detidos está Martins Duarte, um antigo advogado de Paredes, que cumpriu 14 dos 19 anos de prisão a que foi condenado no âmbito de mais de 200 processos relacionados com crimes de burla, falsificação de documentos e usurpação de funções.

Um funcionário de um stand de automóveis com antecedentes criminais e uma consultora imobiliária também irão ser, durante o dia de hoje, sujeitos a primeiro interrogatório judicial.

Segundo a PJ, o grupo usou "procurações falsas para celebrar escrituras de compra e venda de imóveis alheios, apropriando-se do respetivo valor da venda". Noutros casos, venderam árvores de propriedades que não eram suas.

"Apurou-se ainda que os suspeitos também se faziam passar por sócios gerentes de empresas, usurpando as respetivas identidades e celebrando nessa qualidade contratos de locação com entidades financeiras, que asseguravam o pagamento total a empresas fornecedoras, ativando os contratos de locação após a entrega das mercadorias", refere a PJ.

O JN apurou ainda que uma das mulheres detidas chegou a deslocar-se a uma conservatória para forjar uma identidade, contando com o apoio de três testemunhas.

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