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Alerta americano contra espiões chineses em Fátima encerrado

Alerta americano contra espiões chineses em Fátima encerrado

Fotografaram e seguiram participantes, andaram a questionar funcionários e tentaram introduzir-se em espaços vedados, durante o 10.º Encontro da Rede Internacional de Legisladores Católicos (ICLN), que se realizou entre 22 e 25 de agosto, junto ao Santuário de Fátima.

A atuação de elementos suspeitos, que depois se terão identificado como funcionários da representação diplomática da China em Lisboa, não passou despercebida aos norte-americanos, cuja embaixada se queixou às autoridades portuguesas. O Governo confrontou a China e as explicações foram satisfatórias, pelo que o caso está dado "como encerrado", segundo garantiu ontem ao JN fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

A reunião de católicos de Direita, que foi rodeada de grande secretismo, juntou na Casa da Consolata cerca de 200 altos responsáveis políticos e religiosos mundiais, incluindo o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, Mick Mulvaney, o chefe de gabinete de Donald Trump, presidente dos EUA, e o cardeal Joseph Zen Ze-kium, bispo emérito de Hong Kong, para além de outros dois deputados da antiga colónia britânica no encontro, como avançou a revista "Sábado". Os norte-americanos terão denunciado uma suposta tentativa de boicote do encontro, sobretudo à participação dos provenientes de Hong Kong, numa altura em que a antiga colónia britânica é alvo de massivos protestos contra a administração chinesa.