Rio Tinto

Ameaçou a mãe de morte por causa da ex-mulher

Ameaçou a mãe de morte por causa da ex-mulher

Um homem barricou-se em casa da mãe, a quem ameaçou de morte, e disse que ia explodir o apartamento, na noite desta terça-feira. Tudo por causa da ex-mulher, de quem está divorciado há largos anos, contou ao JN a mãe, Palmira Gomes.

Palmira Gomes, de 73 anos, fala com uma angústia na voz pelo terror que viveu e por um filho que, confessa, a ameaçou de morte. Com 50 anos, está emigrado em França, onde trabalha na construção civil, e em agosto tinha regressado a Portugal, sem incidentes. Tem dois filhos de um casamento anterior e o mais velho acabou de ser pai. "Parecia que se renovou por ser avô", admite Palmira.

Mas a tranquilidade do verão acabou depressa. Desde que veio passar o Natal a casa, no Bairro da Ponte, Rio Tinto, a vida da família tem sido um inferno. O problema é o casamento falhado. "A ex-mulher não o quer, mas ele é obcecado por ela", assegura Palmira.

Ainda tentou ver a ex-mulher, mas os filhos impediram-no. Na segunda-feira, dia 26, atingiu um novo limite. "Já ontem [segunda-feira] ameaçou-me de morte, com facas, partiu-me várias coisas. Meti-me no quarto, foi o meu filho mais novo que o tentou acalmar". Na terça-feira de manhã, regressou. Queria saber onde trabalha a mulher. "Eu dei-lhe indicações, ele encostou-me aqui a faca", justifica.

Ainda nessa manhã foi à polícia para dar conta do sucedido na véspera, mal imaginando que horas depois voltaria a ser ameaçada. Palmira nem compreende bem o que quer o filho: "Quer maltratar-me, vingar-se de mim porque pensa que eu defendo a ex-mulher, mas eu só defendo os filhos dele".

Depois do jantar, nesta terça-feira à noite, o indivíduo regressou à casa da família. "Dizia que me ia matar", desespera Palmira. Fugiu. "Saí porta fora e chamei a polícia". A PSP apareceu em peso, "um aparato enorme", comentavam os vizinhos. Já dentro de casa, também os agentes de segurança foram ameaçados, com uma garrafa de vinho, contou a mãe. Uma hora e meia depois, o homem desistia e rendia-se à polícia.

"Temi pela minha vida", confessa Palmira, enquanto aponta para os móveis partidos, as louças espalhadas em cacos, a garrafa de whiskey quase no fim. Havia azeite pelo chão e uma garrafa de gás no meio da cozinha - seria talvez assim que tentaria explodir a casa.

No rescaldo da operação, fonte oficial da PSP adiantou que o indivíduo, de 50 anos, passou perto de hora e meia barricado em casa, sozinho. Chegou a ameaçar explodir o apartamento, mas acabou por se entregar de livre vontade. Foi levado para a esquadra, para avaliação.

ver mais vídeos