Estoril

Segurança filmado a agredir cliente de discoteca

 foto DR

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Um vídeo feito com telemóvel mostra um segurança de uma discoteca a agredir com murros, pontapés e joelhadas um jovem que, nas imagens, parece estar já inanimado.

O Grupo Proteção Total, responsável pela vigilância na discoteca Tamariz, no Estoril, confirma as agressões e garante que o segurança foi suspenso no âmbito de um processo disciplinar entretanto instaurado.

Também a PSP confirma que está em curso uma investigação e acrescenta que houve a denúncia de uma segunda agressão. Neste caso, a vítima foi um outro jovem que estava a filmar a primeira agressão.

Jovem agredido por filmar os primeiros confrontos

O caso começou na madrugada da quinta-feira da semana passada, ainda no interior da discoteca Tamariz. "Um jovem estava alcoolizado e a ultrapassar todos os limites. Foi-lhe pedido para sair e ele acatou a ordem. Mas à porta da discoteca, agrediu o vigilante com um murro na cara", conta o diretor de operações do Grupo Proteção Total, António José Foito.

A partir desse momento, o segurança perdeu o controlo e, como mostra o vídeo, agrediu violentamente, já no exterior, o cliente do espaço de diversão. Ao longo de 23 segundos vê-se o funcionário da empresa de segurança a dar sucessivos pontapés, joelhadas e murros na cabeça do jovem, que não tem qualquer tipo de reação e parece, inclusive, estar inconsciente. Acompanhado por um colega, o segurança também insulta a vítima e acusa-a de o ter posto a sangrar da boca.

"É um ato inadmissível", concluiu António José Foito, que garante que o funcionário se encontra suspenso de funções e foi alvo de um processo disciplinar. "Trabalha na empresa há algum tempo e nunca criou problemas", refere.

Ao JN, fonte oficial da PSP confirma que está a investigar o caso e que recebeu, nessa madrugada, um alerta. No entanto, terá sido para uma segunda agressão ocorrida na sequência do primeiro conflito. "Quando a patrulha chegou ao local já não havia confrontos, mas encontrava-se lá um jovem que disse que foi agredido, porque estava a filmar um outro jovem a ser atacado pelos seguranças", descreve a PSP. Nessa denúncia, o rapaz, que formalizou a queixa no posto, assegurou ainda que foi obrigado pelos seguranças a apagar o vídeo feito.

António José Foito declara que, confrontados com esta acusação, os seguranças negaram este episódio.