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Árbitro exige 32 mil euros por agressão no jogo do Canelas

Árbitro exige 32 mil euros por agressão no jogo do Canelas

Marco Gonçalves, antigo avançado do Canelas, começa sexta-feira a ser julgado no Tribunal de Gondomar, por crimes de ofensas à integridade física e por ameaças.

O árbitro agredido por Marco Gonçalves, no início de uma partida de futebol entre o Rio Tinto e o Canelas 2010, reclama uma indemnização de mais de 32 mil euros ao ex-avançado da equipa de Vila Nova de Gaia, que começa sexta-feira a ser julgado no Tribunal de Gondomar, por crimes de ofensa à integridade física e ameaças.

A agressão aconteceu em abril do ano passado, apenas dois minutos depois do apito inicial da partida que contava para o Campeonato Distrital d"Elite PróNacional. Foi quando ia ser admoestado com um cartão vermelho pelo árbitro, José Rodrigues, por ter agredido a soco um jogador da equipa do SC Rio Tinto, que Marco Gonçalves agarrou o juiz pelo pescoço, fazendo-lhe uma "gravata".

De acordo com a acusação do Ministério Público (MP) de Gondomar, puxou-lhe a cabeça para baixo e desferiu-lhe uma pancada com o joelho, atingindo-o na cara, especialmente no nariz. A vítima caiu desamparada, de costas, no relvado, a sangrar abundantemente.

Depois de o árbitro se conseguir levantar, foi para o banco de suplentes do Rio Tinto, onde foi assistido pelo massagista deste clube.

Mas o caso não terminou aí. Quando recolhiam para os balneários, numa altura em que a PSP já tinha detido Marco, este dirigiu-se ao árbitro, ameaçando-o a ele e à sua família. As agressões valeram 60 dias de incapacidade para o trabalho ao árbitro José Rodrigues, que, naquele dia, teve de ser transportado ao hospital pelo INEM.

"O árbitro José Rodrigues foi vítima de uma agressão bárbara, que tem de merecer castigo exemplar. Esta agressão envergonha o jogador, o seu clube e o futebol nacional, pois as imagens daquela joelhada cobarde, correram as televisões de todo o Mundo", disse ao JN Nuno Cerejeira Namora, advogado do árbitro, que reclama perto de 7500 euros a título de danos patrimoniais e 25 mil por danos não patrimoniais.

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