Justiça

As reações à prisão domiciliária de Sócrates

As reações à prisão domiciliária de Sócrates

O secretário-geral do PS manifestou-se convicto de que a alteração da medida de coação aplicada ao ex-primeiro-ministro socialista José Sócrates não irá influenciar o resultado das eleições legislativas de 4 de outubro.

"São dois processos que correrão em paralelo. As pessoas determinarão o seu sentido de voto, assim como a justiça determinará a sua função e o eng. José Sócrates determinará a sua defesa", sustentou António Costa, em declarações à Sic-Notícias, em Braga.

O secretário-geral do PCP defendeu, esta sexta-feira, o princípio da separação de poderes, ao comentar os desenvolvimentos do processo judicial do ex-primeiro-ministro socialista José Sócrates, e garantiu que o partido não vai fazer aproveitamento político do caso. Em plena 39.ª edição da Festa do "Avante!", no Seixal, Jerónimo de Sousa referiu apenas que se está "perante mais um elemento de um processo em investigação, que está em curso", frisando que os comunistas mantêm a postura de defender a "separação de poderes entre justiça e poder político.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, recusou-se a fazer qualquer comentário sobre a alteração da medida de coação aplicada ao seu antecessor. "Foi sempre assim: não é hoje que vou abrir uma exceção. Não faço nenhum comentário", disse Pedro Passos Coelho após a assinatura de um acordo de colaboração entre o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.