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Assalto aos paióis de Tancos preparado durante três meses

Assalto aos paióis de Tancos preparado durante três meses

Dos oito detidos pela PJ por participação no golpe apenas dois falaram ao juiz de instrução criminal. Alvo era paiol cheio de caixas de balas.

Durante cerca de três meses prepararam o assalto ao pormenor. Escolheram o dia perfeito para roubar, mas só não sabiam em que paiol estavam dezenas de milhares de munições de 9 milímetros, alvo principal do golpe. O grupo de uma dezena de indivíduos, composto pelos oito detidos na segunda-feira pela Polícia Judiciária (PJ) e por João Paulino, preso aquando das detenções pela encenação da recuperação do arsenal, errou no alvo. Abriram um paiol que continha "apenas" 1450 munições. Precisavam delas para vender a quem já estaria na posse das 57 Glock furtadas à PSP em 2017. Há suspeitas de que pelo menos alguns deles tenham participado nesse furto. Na terça-feira, começaram a ser ouvidos no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, os indivíduos, que se conhecem desde a juventude e do mundo do tráfico de drogas, viram no furto das munições uma "oportunidade de negócio". Tal como o JN ontem noticiou, conseguiram, junto de um ex-militar que prestou serviço em Tancos, informações detalhadas sobre a segurança das instalações e sobre as suas falhas. Este indivíduo, que tinha um contrato a termo, já saiu, entretanto, do Exército.

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