Mondim de Basto

Associação Nacional de Sargentos defende comandante do posto da GNR

Associação Nacional de Sargentos defende comandante do posto da GNR

Militares emitiram apenas cinco contraordenações num mês. Dirigentes referem que sargento nunca teve a intenção de promover caça à multa.

A Associação Nacional de Sargentos da Guarda (ANSG) defende o comandante do posto da GNR de Mondim de Basto que, tal como o JN avançou na edição desta quinta-feira, assinou um documento a alertar os militares para o baixo número (cinco) de multas emitidas em todo o mês de junho. Para a ANSG, o aviso não representa uma ameaça aos guardas, mas sim um alerta para as "consequências de negligência grosseira" que poderão afetar os militares.

Em comunicado, a ANSG começa por referir que "compreende a onda de contestação interna relativamente à falta de reconhecimento e ao drástico desinvestimento por parte do Governo na área da segurança" e alerta que tal postura "faz crescer os casos de desmotivação, baixa autoestima, desleixo e desinteresse pela causa pública".

Em seguida, a mesma associação defende que o "Governo e a tutela [da Administração Interna] confundem proatividade com o número de autos de contraordenação". "Logo - continua - a pressão interna é real e diária", o que leva a ANSG a compreender a "indignação dos militares que materializam o seu pesar na forma de zelo". Porém, advogam estes dirigentes associativos, há "limites" e as ações de protesto não podem comprometer "a missão e a segurança dos cidadãos". "Enquanto órgãos de polícia criminal não aceitamos o bloqueio quando se coloca em causa a segurança ou qualquer outro bem jurídico. Aos sargentos da Guarda cabe a enorme responsabilidade, mas também a ingrata missão no funcionamento da GNR, de tornar exequíveis ordens e indicações superiores muitas vezes insensatas, além de minorar a inabilidade de quem muitas vezes comanda ou chefia", frisa a ANSG.

Ou seja, "o papel do sargento é compreender a revolta e combater a desmotivação dos seus pares, mas enquanto comandantes e chefes também lhes cabe alertar e sensibilizar para as consequências de negligência grosseira". E, salienta a ANSG, "foi o que fez o comandante do posto de Mondim de Basto" que, deste modo, nunca teve a intenção de promover "a caça à multa".