Alcochete

Bruno de Carvalho só deve ser ouvido por juiz na terça-feira

Bruno de Carvalho só deve ser ouvido por juiz na terça-feira

O ex-presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, detido no domingo, passou a noite na GNR de Alcochete e só deverá ser ouvido por um juiz de instrução na terça-feira.

A irmã do ex-dirigente leonino e o seu advogado, José Preto, entraram cerca das 10.20 horas desta segunda-feira nas instalações da GNR de Alcochete, onde Bruno de Carvalho pernoitou depois de ter sido detido, no domingo, no âmbito da investigação às agressões em Alcochete.

A GNR fez buscas na casa de de Bruno de Carvalho, no Lumiar. O ex-presidente do Sporting esteve na habitação enquanto decorreram as diligências e saiu de casa sob detenção.

Também no domingo foi detido Nuno Mendes "Mustafá," líder da claque Juventude Leonina. "Mustafá" esteve à guarda das autoridades nas instalações da "Juve Leo", contíguas ao estádio José de Alvalade, enquanto decorriam as buscas. Deixou o local cerca das 21.30 horas, escoltado pela GNR. Passou a noite nas instalações desta força de segurança na Pontinha.

Bruno de Carvalho e "Mustafá" deverão ser presentes a um juiz de instrução criminal na terça-feira, disse à Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República. Segundo a Lei, têm de ser ouvidos no prazo máximo de 48 horas.

Deverão ser ouvidos no Tribunal do Barreiro, onde decorre o processo, podendo ficar sujeitos a medidas de coação, tal como aconteceu com 38 arguidos, que estão em prisão preventiva.

O advogado de Bruno Carvalho, José Preto, qualificou a detenção de "vexatória" e "aviltante", em declarações à RTP, no domingo, lembrando que o ex-presidente do Sporting já tinha comparecido voluntariamente no DIAP para prestar declarações, sem, no entanto, conseguir ser ouvido.

Em 15 de maio deste ano, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na Academia do clube, em Alcochete, por um grupo de cerca de 40 alegados adeptos encapuzados, que agrediram alguns jogadores, treinadores e 'staff'.

No dia dos acontecimentos, a GNR deteve 23 pessoas, tendo posteriormente efetuado mais detenções, estando atualmente em prisão preventiva 38 pessoas, entre as quais o antigo líder da Juventude Leonina Fernando Mendes.

Os 38 arguidos que aguardam julgamento em prisão preventiva são todos suspeitos da prática de diversos crimes, designadamente, de terrorismo, ofensa à integridade física qualificada, ameaça agravada, sequestro e dano com violência.

Bruno de Carvalho, que à data dos acontecimentos liderava o clube, foi, entretanto, destituído em Assembleia-Geral e impedido de concorrer à presidência do clube, atualmente ocupada por Frederico Varandas.