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Burlava a partir da prisão proprietários de férias no Algarve

Burlava a partir da prisão proprietários de férias no Algarve

Um homem de 49 anos preso num estabelecimento prisional da região de Lisboa contactava por telefone e por e-mail, a partir do interior da cadeia, proprietários de semanas de férias no Algarve e no sul de Espanha para, em conjunto com a mulher, em liberdade, os burlar, informou esta quinta-feira, em comunicado, a PSP.

A mulher, de 29 anos, foi detida na terça-feira em São Martinho do Porto, no concelho de Alcobaça, e ficou sujeita a apresentações periódicas às autoridades, enquanto o homem, por já se encontrar a cumprir pena no âmbito de um outro processo, foi apenas identificado e constituído arguido. São ambos "suspeitos da prática de 11 de crimes de burla qualificada, praticados de norte a sul de Portugal Continental e Ilhas".

De acordo com fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, "as vítimas, proprietárias de semanas de férias em regime de time sharing em vários empreendimentos turísticos localizados no Algarve e no sul de Espanha, foram contactadas por telefone e depois por e-mail, sendo levadas a acreditar" que havia turistas ingleses interessados em adquirir as suas semanas por um valor "muito acima do normal". Os alegados burlões exigiriam então receber pagamentos que garantiam estar "relacionados com os custos do processo de transmissão da propriedade, que depois lhes seriam devolvidos, aquando da venda".

"O valor pago pelas vítimas era transferido para uma de três contas bancárias, domiciliadas em outras tantas instituições de crédito tituladas em nome de uma empresa que tinha como gerente a ora detida", acrescenta o Cometlis. Seria a mulher que, em liberdade, "geria os fluxos monetários provenientes do crime", enquanto o marido "era o responsável pelos contactos efetuados com os lesados, telefonando-lhes e enviando e-mails", a partir da prisão.

A investigação, liderada pela Direção de Investigação Criminal do Cometlis em articulação com o Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, iniciou-se há cerca de um ano e, no total, foram identificadas 11 vítimas. No total, os suspeitos terão arrecadado, com este esquema, cerca de 300 mil euros.