"Operação Rappel"

Cinco funcionários do Pingo Doce suspensos após buscas na plataforma logística

Cinco funcionários do Pingo Doce suspensos após buscas na plataforma logística

Cinco funcionários do Pingo Doce foram suspensos, na sequência de suspeitas de corrupção privada e branqueamento de capitais, que levaram, esta quarta-feira, à detenção de quatro pessoas, por parte da Polícia Judiciária.

Depois de uma denúncia da empresa, que garante em comunicado ter sofrido um "grave prejuízo" com a atuação dos funcionários, a Polícia Judiciária deteve, esta quarta-feira de manhã, quatro pessoas, alegadamente envolvidas num esquema que envolveu também fornecedores da Companhia Pingo Doce.

Na "Operação Rappel", foram efetuadas buscas na plataforma logística da empresa na Azambuja e detidos funcionários "já com alguma responsabilidade na empresa" e que atuavam "ao nível da rede" que integra o grupo económico, revelou fonte da Polícia Judiciária à Lusa. Já a empresa de distribuição diz que cinco funcionários foram suspensos de funções.

A PJ refere em comunicado que a Operação Rappel foi desencadeada na zona da Grande Lisboa, tendo sido realizadas 18 buscas, apreendidas várias viaturas de gama alta, diversos documentos, material informático, outro material relacionado com a prática da atividade criminosa e ainda cerca de 400 mil euros em dinheiro. Durante a operação, foram detidos três homens e uma mulher, tem idades entre os 40 e 65 anos, e constituídos 10 arguidos.

Os detidos serão submetidos a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.

A investigação prossegue no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Loures, para se determinar "todas as condutas criminosas e o seu alcance".