Contestação

Cinco multas num mês dão repreensão em posto da GNR

Cinco multas num mês dão repreensão em posto da GNR

Comandantes de posto da GNR estão a pressionar os militares para emitirem mais multas, acusando-os de negligenciarem as suas funções, depois de terem aderido a movimentos contestatários dentro das forças de segurança.

Um dos casos aconteceu em Mondim de Basto, onde, em junho, foram passadas apenas cinco multas. Numa mensagem eletrónica enviada aos guardas, a que o JN teve acesso, o comandante deste posto começa por evidenciar o baixo número de autos para, logo a seguir, alegar que este é "um resultado muito aquém das expectativas". Assume ainda que o número de multas passadas foi inferior ao das "infrações provavelmente verificadas", mas omitidas pelos militares.

O mesmo comandante relaciona o diminuto número de contraordenações com a ligação dos guardas ao Movimento Zero, grupo informal de membros da GNR e da PSP que critica a falta de condições de trabalho nas forças de segurança. "Alerto que tal comportamento em nada contribui para a segurança dos cidadãos, mais especificamente no que diz respeito à segurança rodoviária, cuja sinistralidade e gravidade do sinistro vem aumentando de ano para ano, em contraponto com outros países da União Europeia", frisa. No final do documento, lê-se também que os militares poderão sofrer "consequências disciplinares ou outras" face ao comportamento adotado.

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