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Contrafação portuguesa abastece lojas espanholas

Contrafação portuguesa abastece lojas espanholas

A GNR apreendeu 20 mil artigos contrafeitos, avaliados em cerca de 372 mil euros.

As t-shirts e a roupa interior de conceituadas marcas internacionais foram encontradas pelos militares do Destacamento de Ação Fiscal do Porto, num armazém de uma empresa transportadora, situada em Valongo. Com as etiquetas colocadas, tinham como destino lojas espanholas, onde seriam vendidas como material original.

Em menos de um mês, é a segunda vez que a GNR deteta material contrafeito produzido por empresas do Vale do Ave e que iria passar a fronteira através de empresas de transportes contratadas para escapar a eventuais ações de fiscalização. Em abril, foram apreendidas 24 mil peças, no valor de 230 mil euros.

Etiquetas com preço

Nos dois casos, a ação da GNR incidiu sobre armazéns de empresas de transporte, localizadas em Valongo. Uma estratégia que os donos das fábricas de contração usam para evitar serem identificados no caso de serem apanhados nas ações de fiscalização da GNR ou da ASAE.

Fiscalizações como a que decorreu na passada quarta-feira e permitiu apreender cerca de 20 mil artigos entre camisolas e cuecas das marcas Lacoste e Calvin Klein.

Segundo o JN apurou, este material, avaliado em 372 mil euros, tinha as etiquetas colocadas com os preços marcados e estava no interior de caixotes, armazenados numa carrinha, que teria como destino final Espanha. Neste país, os artigos contrafeitos seriam colocados à venda como originais em lojas legais.

O condutor da carrinha da transportadora, de 22 anos, foi identificado pela GNR.

Segunda operação em menos de um mês

Em 17 de abril, 24 mil peças de vestuário contrafeitas, com um valor estimado de 230 mil euros, já tinham sido apreendidas pela GNR, em Alfena, Valongo. Polos e calças, mas sobretudo t-shirts e roupa interior de conceituadas marcas internacionais foram produzidas na região do Vale do Ave e também tinham como destino Espanha. Só seis boxers, por exemplo, iriam render 30 euros ao vendedor final.

Segundo o JN apurou na ocasião, os militares envolvidos na operação perceberam que dezenas de caixotes prontos a serem carregados para o camião não dispunham da obrigatória guia de transporte e decidiram ver o que estava no seu interior. Foram, imediatamente, surpreendidos com milhares de artigos de marcas como Nike, Tommy Hilfiger e Calvin Klein. As t-shirts, calças, polos e cuecas estavam embalados com a respetiva etiqueta, também falsificada, e com o preço afixado. Fonte da Guarda explicou que, contrariamente ao que normalmente sucede, estas peças contrafeitas não seriam comercializadas em feiras, mercados ou festas populares de Portugal. Seriam antes vendidas em lojas de Espanha.