Justiça

Decisão sobre debate instrutório do caso e-Toupeira adiada para dia 20

Decisão sobre debate instrutório do caso e-Toupeira adiada para dia 20

​​​​A leitura da decisão instrutória do processo e-Toupeira, em que são arguidos a SAD do Benfica, o seu antigo assessor jurídico e dois funcionários judiciais, foi adiada para 20 de dezembro, disse fonte do clube lisboeta.

A sessão da leitura da decisão instrutória, na qual os quatro arguidos vão saber se vão e em que termos a julgamento, estava marcada para quinta-feira, 13 de dezembro, mas foi adiada em uma semana, para dia 20, com início às 14.30 horas, no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, depois de ter sido realizado debate instrutório em 03 de dezembro.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), Paulo Gonçalves, enquanto assessor da administração da Benfica SAD, e no interesse da SAD, solicitou a funcionários judiciais que lhe transmitissem informações sobre inquéritos, a troco de bilhetes, convites e "merchandising".

A acusação do MP considera que o presidente da Benfica SAD, Luís Filipe Vieira, teve conhecimento e autorizou a entrega de benefícios aos dois funcionários judiciais, por parte de Paulo Gonçalves, a troco de informações sobre processos em segredo de justiça, envolvendo o Benfica, mas também clubes rivais.

A SAD do Benfica está acusada de 30 crimes e Paulo Gonçalves de 79. O MP acusou a SAD do Benfica de um crime de corrupção ativa, de um crime de oferta ou recebimento indevido de vantagem e de 29 crimes de falsidade informática.

"José Silva (oficial de justiça) e Júlio Loureiro (escrivão e observador de árbitros), com a promessa de tratamento privilegiado junto do Benfica, designadamente para assistência a jogos em condições favoráveis, aceitaram proceder como solicitado [por Paulo Gonçalves]", sustenta a acusação do MP.

O despacho de acusação sustenta que tais processos "incidiam sobre investigações na área do futebol ou a pessoas relacionadas com este desporto, designadamente inquéritos em curso e em segredo de justiça, em que era visada, ou denunciante, a Sport Lisboa e Benfica - Futebol SAD, ou os seus elementos".

Os processos pesquisados pelos dois funcionários judiciais, através da plataforma informática Citius, abrangiam também casos "relativos a clubes adversários e seus administradores ou colaboradores".