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"É uma paixão. É onde se faz justiça"

"É uma paixão. É onde se faz justiça"

Descontente com a advocacia, Maria João Castelo-Branco deixou para trás a toga para assumir, de corpo e alma, o papel de mediadora de conflitos. Alma que transporta nas palavras. "É uma paixão", conta ao JN, "porque é onde se faz justiça". Sejam conflitos familiares, civis, escolares. E a justiça é feita porque, diz, assenta na "autonomia de vontade das partes".

Não se trata de chegar a acordos cor-de-rosa. Mas a entendimentos. "As pessoas saem com o que querem. É impossível saírem com um acordo que não querem". Porque a mediação é voluntária. Nenhum acordo é imposto. Daí o respeito pelas partes. Num trabalho que reconhece "difícil".

Maria João tirou o curso de mediação de conflitos em 2008, especializando-se, dois anos mais tarde, em mediação familiar e escolar. Deixou a advocacia - não a Ordem dos Advogados, sublinha - em 2013. E vai a todas. "Faço por estar lá".