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Ex-advogado planeou esquema para ficar com terrenos de idosas

Ex-advogado planeou esquema para ficar com terrenos de idosas

Um ex-advogado ainda cumpria a pena de 19 anos de prisão a que tinha sido condenado, no âmbito de mais de 200 processos relacionados com crimes de burla, falsificação de documentos e usurpação de funções, quando engendrou um plano para se apropriar de terrenos pertencentes a duas irmãs idosas, localizados em Paredes, Valongo e Gondomar. Um desses imóveis foi posto à venda por 600 mil euros.

Henrique Martins Duarte envolveu mais oito pessoas no esquema e todos foram detidos pela Judiciária em novembro do ano passado, quando o jurista já estava em liberdade condicional. E agora foram acusados dos crimes de associação criminosa, burla, falsificação de documentos, falsas declarações e auxílio material. Segundo a acusação do Ministério Público, consultada pelo JN, Martins Duarte e João Barbosa, conhecido por "Gravatinhas", conheceram-se na prisão de Paços de Ferreira e combinaram, com a ajuda de José Pimenta, falsificar procurações e escrituras para se apropriarem de vários terrenos pertencentes às irmãs Maria Rita e Maria Luísa Silva.

Assim, em fevereiro de 2017, convenceram Fernanda Moreira, madrinha de "Gravatinhas", a deslocar-se a um cartório notarial de Paços de Ferreira, apresentar-se como sendo Maria Rita Silva, uma das irmãs, e referir que tinha perdido os documentos de identificação. António Bolhão e José Neto, que a acompanhavam, atestaram a identidade, o que permitiu que, logo a seguir, Fernanda Moreira se fizesse passar por Maria Rita e assinasse uma procuração em que conferia a si própria plenos poderes para vender os terrenos das irmãs.