Tancos

Ex-diretor da PJM desmente entrega de memorando no Ministério da Defesa

Ex-diretor da PJM desmente entrega de memorando no Ministério da Defesa

O ex-diretor da Polícia Judiciária Militar coronel Luís Vieira nega que tenha sido entregue um memorando sobre o furto de armas em Tancos ao ex-chefe de gabinete de Azeredo Lopes, contrariando a tese de Vasco Brazão, ex-porta-voz daquela polícia.

Segundo revela o "Expresso", a reunião ocorreu a 19 de outubro e terá sido entregue no gabinete do ministro um documento em papel timbrado da PJM, onde constava apenas a versão oficial dos factos. Nesse relatório, com várias páginas, não se referia que o telefonema anónimo teria sido encenado por elementos da PJM.

Na última semana foi divulgado que o major Vasco Brazão disse ao juiz de instrução que, em finais de 2017, e já depois de as armas terem sido recuperadas, deu conhecimento ao ministro da Defesa, juntamente com o então diretor daquela polícia, da "encenação montada em conjunto com a GNR de Loulé em torno da recuperação as armas furtadas" do paiol nacional de Tancos.

Ainda na quinta-feira, em Bruxelas, o ministro da Defesa Nacional negou "categoricamente" que "tenha tido conhecimento de qualquer encobrimento neste processo".

Já esta semana, Martins Pereira, antigo chefe de gabinete do ministro da Defesa, Azeredo Lopes, admitiu à RTP ter recebido documentação sobre a encenação na recuperação das armas roubadas de Tancos.

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