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MP arquivou o caso

Familiares de Menezes receberam dois milhões de uma offshore

Familiares de Menezes receberam dois milhões de uma offshore

O Ministério Público do Porto arquivou um inquérito que visava o ex-presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, em que o pai e um filho do antigo autarca receberam transferências de dois milhões de euros de uma empresa offshore dos Estados-Unidos.

Luís Filipe Menezes estava a ser investigado por vários crimes, incluindo o de corrupção, quando o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto decidiu passar a pente fino todas as transferências bancárias do ex-autarca mas também do pai e de um dos filhos.

De acordo com o "Público", que avança a notícia na edição deste domingo, foi em novembro de 2008 que a empresa offshore Longe Company LCC, cujo responsável não foi identificado pelas autoridades, transferiu para uma conta offshore do BCP de Macau, titulada pelo pai de Luís Filipe Menezes e pelo filho Pedro, perto de dois milhões de euros. Como não foi possível identificar quem era o dono da empresa offshore, o MP teve de arquivar o caso por falta de provas. Menezes nunca foi constituído arguido neste inquérito.

Através de um labirinto de transferências, que envolvem contas bancárias dos Estados-Unidos, Macau, Luxemburgo e Suíça o dinheiro acabou por chegar a Portugal em abril de 2012, para uma conta do pai do ex-autarca, no BES. Desse dinheiro, 950 mil euros serviram para comprar o apartamento onde vive atualmente Luís Filipe Menezes, na zona da Foz do Porto. O filho único fez uma permuta com o pai, com quem trocou o andar da foz por um T5 duplex da zona do parque da cidade.

O JN tentou, este domingo, entrar em contacto com Luís Filipe Menezes, mas tal ainda não foi possível. Ao diário, Menezes garantiu que o dinheiro era efetivamente do pai e lembrou que, em 1971, a mãe vendeu um um grande colégio, situado em Ovar, ao Estado. Na altura, a família terá recebido cerca de oito mil contos.

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