Justiça

Franceses que passaram férias em Portugal com notas falsas faltam ao julgamento

Franceses que passaram férias em Portugal com notas falsas faltam ao julgamento

Os três franceses, um deles de ascendência lusa, que em janeiro de 2015 vieram de Marselha passar férias ao Minho pagando as despesas, alguns milhares de euros, com notas de 50 euros falsificadas, faltaram, esta quarta-feira, ao tribunal de S. João Novo onde deveriam responder por passagem de moeda falsa.

O juiz decidiu separar o processo para poder julgar os outros dois arguidos, portugueses, que alegadamente beneficiaram daquelas férias, à custa de vários comerciantes minhotos.

Dos cinco homens que no inicio do ano de 2015, durante quatro dias, entre Braga e Porto, comeram e beberam "do bom e do melhor", fizeram compras e carregamentos de telemóveis, pagando tudo com notas falsas de 50 euros que três deles trouxeram expressamente de França, apenas compareceu ao julgamento, Michel Silva, de 28 anos, residente na Póvoa de Lanhoso e primo de um dos faltosos que serão julgados (se o tribunal os conseguir notificar) num processo à parte. Outro português, Orlando Araújo, que na altura terá viajado da Suíça para participar "nas férias pagas", também faltou. Como estava notificado, vai pagar multa e se continuar a faltar poderá acabar com um mandato contra si.

Assim, foi Michel sozinho a contar ao tribunal que realmente acompanhou durante uns dias o primo e os dois amigos franceses, mais o Orlando, naquele périplo festivo "férias", mas que nunca se deu conta que as notas, todas de 50 euros, que os franceses trouxeram de Marselha, eram falsas. Para si eram "verdadeiras". Tanto assim, que, acrescentou, uma dessas notas nem sequer fora o primo quem lha dera, mas antes um feirante de Braga, como troco de uma nota de 100 euros com que pagara "umas calças". Ninguém, no tribunal, pareceu acreditar, mas o arguido manteve a versão.

Recorde-se que os cinco suspeitos foram detidos pela PJ quatro dias depois. Na altura, confessaram os factos afirmando terem comprado as notas, sem indicar o montante, dias antes numa rua de Marselha.

O julgamento continua.