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Reação

Francisco J. Marques: "Em Portugal, pelos vistos, crime é desmascarar criminosos"

Francisco J. Marques: "Em Portugal, pelos vistos, crime é desmascarar criminosos"

O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu, esta quarta-feira, não levar a SAD do Benfica a julgamento, no caso e-Toupeira, considerando que não se concluiu que os corpos sociais da Benfica SAD "concordaram ou anuíram à conduta do arguido" Paulo Gonçalves.

No acórdão da decisão, a que o JN teve acesso, lê-se que a SAD do Benfica só iria a julgamento se o crime tivesse sido "cometido em seu nome e no interesse coletivo" das pessoas que nela ocupassem uma posição de liderança ou "sob a autoridade das pessoas com posição de liderança". Posição essa que o arguido Paulo Gonçalves, ex-assessor jurídico do Benfica, não tinha, "já que não foi mandatado pelos corpos sociais para intervir em processos pendentes nos Tribunais judiciais e não estava nas suas funções laborais intervir nos mesmos", considerou a Realção.

A decisão do juiz desembargador Rui Teixeira, que confirma a da juíza Ana Peres na fase de instrução, motivou uma reação por parte do diretor de comunicação do F. C. Porto que, na terça-feira, frisou que Paulo Gonçalves assinava documentos como membro da SAD encarnada.

"Quando alguém corrompe alguém em benefício de ninguém. Em Portugal, pelos vistos, crime é desmascarar criminosos", escreveu no Twitter Francisco J. Marques.