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Furtaram meio milhão em fármacos do hospital para vender em ginásios

Furtaram meio milhão em fármacos do hospital para vender em ginásios

No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, furtavam hormonas de crescimento e opióides, que vendiam em ginásios a pessoas ligadas ao culturismo. Mas a Polícia Judiciária (PJ) acabou com o esquema que durava há cerca de um ano e deteve um homem, de 28 anos, suspeito de liderar a rede. Também constituiu arguidas seis pessoas, quatro delas funcionárias da própria unidade hospitalar de Lisboa.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, para já, a investigação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ conseguiu reunir prova suficiente para atribuir ao grupo o desvio de, pelo menos, medicamentos no valor de 500 mil euros. No entanto, os investigadores acreditam que as próximas diligências irão apurar um valor de prejuízo para o Estado muito mais elevado.

O detido, que só ontem à noite foi levado ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa para ser ouvido, seria o homem que fazia a distribuição dos fármacos desviados. Está indiciado por crimes de tráfico de estupefacientes, tráfico de substâncias e ainda branqueamento. É que, com o dinheiro que obtinha da venda das hormonas, comprava viaturas e ainda fazia viagens de luxo em países europeus. O dinheiro também servia para gastos do dia a dia.

Desvios na carga

Os outros indivíduos serão colaboradores deste "mentor". Quatro deles aproveitavam as centenas de milhares de medicamentos que entravam na farmácia do Hospital de Santa Maria para desviar alguns. Eram subtraídos logo quando chegavam, nas cargas ainda não contabilizadas ou ainda nas prateleiras da própria farmácia que abastece os utentes do hospital.

A investigação da PJ vai prosseguir para se perceber se existem mais envolvidos e se a rede conseguiu desviar medicamentos de outras unidades hospitalares da Grande Lisboa.

Os investigadores também pretendem tentar identificar os clientes.

PJ fez 11 buscas

Foram realizadas sete buscas domiciliárias e quatro não domiciliárias e apreendida diversa documentação e material relacionado com a atividade criminosa.

Cocktails

Os clientes da rede faziam cocktails de fármacos que tomavam para conseguir um desempenho físico acima da média nos ginásios.

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