Santa Maria da Feira

Gangue suspeito de assaltos a multibancos fica em liberdade

Gangue suspeito de assaltos a multibancos fica em liberdade

Apenas um dos seis arguidos pertencentes ao "Gangue de Alicante", que eram suspeitos de vários assaltos a multibancos em Portugal, foi condenado, esta sexta-feira, pelo Tribunal da Feira, a uma pena de prisão efetiva de quatro anos. O tribunal considerou que não houve prova suficiente para condenar os restantes.

O "Gangue de Alicante" como ficou conhecido, era composto por indivíduos nascidos na Sérvia, Kosovo e Espanha, com idades entre os 31 e os 44 anos, que vinham com carros de luxo a Portugal exclusivamente para assaltar caixas multibanco. O que aconteceu entre outubro de 2011 e junho de 2012 e terá rendido 636 mil euros.

De acordo com a acusação, eram altamente treinados e organizados e conseguiram em tempo recorde abrir as caixas multibanco de 25 dependências bancárias, em todo o litoral português, desde Viana do Castelo até Coimbra. Por vezes faziam três ou quatro assaltos numa noite, antes de regressar com poderosos Audi 8 e BMW série 5, a Alicante, em Espanha, onde viviam.

O tribunal considerou não ter sido provado que cinco dos seis arguidos, todos ausentes no julgamento, foram autores dos factos descritos pela acusação.

"Há pistas que apontam para os arguidos, mas o tribunal não pode decidir em base de especulações. Só se pode condenar quando não há dúvidas razoáveis como existem neste caso", afirmou o juiz.

Exceção para um dos arguidos, kosovar, sem antecedentes criminais conhecidos que, por ter deixado vestígios de sangue num dos assaltos, viu confirmada a sua condenação a quatro anos de prisão efetiva, "como prevenção geral", justificou o juiz.

Foi sentenciado por um crime de furto qualificado ocorrido a 24 de novembro de 2011 no então BES de Póvoa de Lanhoso.

Terá, ainda, que pagar uma indemnização de 8750 euros ao Banco e é alvo de um mandado de detenção internacional por se encontrar em parte incerta.

O advogado de defesa, António Pereira da Cunha, confirmou que irá recorrer desta pena, por considerar insuficiente a prova do vestígio de sangue que esteve na base da condenação do seu cliente.

ver mais vídeos