Violência

Governo ordena inquérito a espancamento de formandos da GNR

Governo ordena inquérito a espancamento de formandos da GNR

O Ministério da Administração Interna ordenou este domingo a abertura de um inquérito sobre o alegado espancamento de dez formandos da GNR em treinos num curso em Portalegre.

O Ministério da Administração Interna ordenou este domingo à Inspeção Geral da Administração Interna a abertura de um inquérito, na sequência de uma notícia avançada pelo JN.

Numa nota enviada às redações, o ministério refere que o inquérito visa o "apuramento dos factos e determinação de responsabilidade" sobre o caso, noticiado este domingo pelo Jornal de Notícias.

Segundo o ministério, a confirmarem-se, estes factos "não são toleráveis numa força de segurança num Estado de Direito democrático".

No comunicado, o ministério acrescenta que o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, "pediu esclarecimentos ao Comando Geral da GNR sobre os factos descritos na notícia".

De acordo com o Jornal de Notícias, cerca de dez formandos do 40.º curso do Centro de Formação da GNR, em Portalegre, sofreram graves lesões e traumatismos durante o módulo "curso de bastão extensível", que obrigaram em alguns casos a internamento hospitalar e a intervenções cirúrgicas.

GNR confirma "ocorrência" e que decorrem averiguações a alegado espancamento a formandos

A GNR confirmou este domingo a "ocorrência" numa ação de formação de dez formandos, que alegadamente foram espancados, e que decorre um processo de averiguações ao caso ocorrido em Portalegre.

"Confirmamos a ocorrência e que foi determinado um processo de averiguações, que não está concluído", afirmou à agência Lusa o porta-voz do Comando Nacional da GNR, Helder Barros.

Associação de Sargentos da GNR afasta cenário de agressões a formandos, mas diz ser caso "grave"

O presidente da Associação Nacional de Sargentos da Guarda, José Lopes, afastou hoje o cenário de agressões na formação da GNR em Portalegre, mas considerou que, a haver lesões, "é grave" e que deve haver apuramento de responsabilidades.

"Não quero acreditar que tenha havido agressões, porque haveria dolo, e tornaria o caso ainda mais grave porque há lesões com gravidade", disse José Lopes à agência Lusa, num comentário ao alegado espancamento de dez formandos da GNR, segundo a notícia do JN.

O dirigente associativo explicou ser "normal" algumas lesões nos exercícios de 'red man' (homem vermelho), "mas não deste tipo", já que se simulam alterações da ordem pública. No caso noticiado terá havido recrutas que perderam os sentidos e com lesões oculares.