Gaia

Instalou GPS no carro da mulher para fotografar os seus encontros

Instalou GPS no carro da mulher para fotografar os seus encontros

Perseguidor nunca aceitou fim do relacionamento. Homem de 58 anos foi detido na posse de armas e munições.

Movido por ciúmes, um homem de 58 anos instalou um aparelho GPS no carro da antiga companheira, de 48, para poder seguir-lhe todos os passos. Também procurava locais discretos para poder fotografar, à distância, os seus encontros. O objetivo era só um: provar que tinha sido traído para pressionar a ainda esposa a reatar a relação.

O plano foi, no entanto, descoberto e o indivíduo acabou detido pela GNR na posse de várias armas e munições.

O casal vivia em Vila Nova de Gaia e partilhou a mesma habitação durante 15 anos. Contudo, há cerca de ano e meio, a mulher colocou um ponto final no relacionamento e deixou o companheiro desesperado. Embora ainda estivesse a decorrer o divórcio, o homem passou a ameaçá-la e a persegui-la. E, para melhor poder acompanhar os seus passos, instalou um aparelho de GPS no seu carro.

Através desta tecnologia, a vítima era surpreendida pelo ainda marido em todos os locais que frequentava. Nalgumas situações, o perseguidor usava uma máquina fotográfica, equipada com uma objetiva de longo alcance, para obter imagens da vítima em locais públicos. Queria, através deste método, recolher provas de um alegado relacionamento amoroso que, posteriormente, pudesse usar para pressionar a mulher a reatar o casamento.

Com o acumular de situações, a mulher começou a desconfiar que estava a ser seguida e, sabendo que o marido tinha o hábito de instalar aparelhos de GPS nos carros que detinha, resolveu examinar o seu automóvel. Durante a busca confirmou as suspeitas e denunciou o caso à GNR.

Nesta semana, o Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas do Porto efetuou buscas à residência e viatura do suspeito e apreendeu duas pistolas, uma caçadeira e 121 munições. Também encontrou um aparelho de GPS e a máquina fotográfica.

O homem foi detido e levado a tribunal. No final do interrogatório, ficou proibido de comprar e deter armas e de contactar a mulher. Ficou ainda obrigado a manter-se afastado da residência e locais habitualmente frequentados pela vítima.