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Hospital omitiu óbito de bebé ao Ministério Público

Hospital omitiu óbito de bebé ao Ministério Público

Hospital Amadora-Sintra não participou o óbito nem enviou ainda a documentação clínica para a investigação.

A morte da recém-nascida no Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) só começou a ser investigada depois de ter sido divulgada pela Comunicação Social. Foi pelas notícias que o Ministério Público (MP) teve conhecimento do caso, decidindo abrir um inquérito para apurar as circunstâncias em que Diana morreu com apenas dois dias de vida. O hospital não participou o óbito ao MP e também não enviou a documentação clínica que permitirá avançar com a investigação.

Diana nasceu prematura no sábado, dia 3, depois de a mãe, Tatiana Nunes, de 23 anos e grávida de 32 semanas, ter sido transferida do Hospital de Faro para o Amadora-Sintra por não haver incubadoras disponíveis na unidade algarvia. A notícia foi amplamente divulgada na quarta-feira, dia 7, com as duas unidades hospitalares a apresentarem versões que não coincidiam, como o dia da morte, e que viriam a ser desmentidas pela família. Segundo os hospitais, Diana morreu minutos após o parto. Tatiana garante que ocorreu na segunda-feira, dia 5, às 17.15 horas, tal como consta no assento de óbito, a que o JN teve acesso e que noticiou em exclusivo.