Premium

Imprudência com swaps ruinosos não chega para acusar

Imprudência com swaps ruinosos não chega para acusar

Foi sem a "prudência exigível" que oito antigos administradores e diretores financeiros da Metro do Porto, Metropolitano de Lisboa, Carris e CP celebraram com a banca dezenas de swaps que se revelaram ruinosos para as contas públicas.

Mas a investigação sobre tais contratos terminou agora sem que nenhum dos gestores fosse acusado de administração danosa, porque foi sem intenção - ou dolo, no jargão jurídico - que causaram o dano às empresas públicas, concluiu o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

O escândalo dos swaps justificou a demissão de três secretários de Estado do Governo de Passos Coelho e, ainda em 2013, levou aquele departamento do Ministério Público a abrir um inquérito para apurar se houve crime nas operações de contratação dos swaps, "profundamente desequilibradas quanto à repartição dos riscos entre as entidades públicas e as instituições financeiras".